História

 

Data de fundação – 23 de março de 1658.

Data festiva – Setembro (Festa de Nossa Senhora da Graça, padroeira da cidade).

Principais atividades econômicas – São Francisco do Sul é o quinto maior porto brasileiro em movimentação de contêineres. Mais de 70% da renda do município são gerados pela movimentação portuária, com destaque também para o turismo e o comércio.

População – 42.000 habitantes.

Colonização – Portuguesa.

Principais etnias – Portuguesa.

Localização – Litoral Norte, a 188km de Florianópolis e 37km de Joinville.

Área – 540,8 Km2.

Clima – Temperado, com temperatura média entre 15ºC e 25ºC.

Altitude – 09m acima do nível do mar.

Cidades próximas – Joinville, Itapoá, Garuva, Araquari, Balneário Barra do Sul, Barra Velha.

São Francisco do Sul é a terceira cidade mais antiga do Brasil – a ilha foi descoberta em 1504 pelo francês Binot Paulmier de Goneville. Em 1553 chegaram os espanhóis, que construíram a capela de Nossa Senhora das Graças, mas o povoamento efetivo da cidade só aconteceu a partir de 1658, com a chegada de Manoel Lourenço de Andrade, sua família e uma leva de escravos. Em 15 de abril de 1847, recebeu o título de cidade. Com a construção da rede ferroviária, a região teve um forte impulso de desenvolvimento. A importância dos trens para a economia de São Francisco do Sul se mantém até hoje, já que neles os produtos do município são transportados até o porto.

No século XX, a localização do porto mudou, permitindo maior movimento de navios. O tombamento do centro histórico da cidade garantiu a preservação dos prédios e da riqueza arquitetônica da época colonial.

Fonte: Governo do Estado de Santa Catarina

A terceira cidade mais antiga do Brasil e o berço do estado de Santa Catarina, São Francisco do Sul, oferece aos turistas inúmeras belezas históricas e naturais.

Arquipélago da Baía de Babitonga

Composto por vinte e quatro ilhas: Alvarenga, do Ferreira, Mandigituba, dos Herdeiros, Murta, do Maracujá, do Pernambuco, dos Araújos, de Dentro, do Meio e de Fora, do Carisco, do Chico, do Pedro, das Claras, dos Negros, Grande, Redonda, das Flores, Queimadas, do Mel Itaguaçú, Guaraqueçaba, do Baiacú, do Quiriri e da Rita. É um dos pontos de parada obrigatórios para vários barcos de passeio.

 

Balneário de Capri

Localizado a 18km do Centro Histórico, próximo a Praia da Forte, o balneário de Capri é composto por duas praias de águas calmas e cristalinas, abundantes em frutos do mar e em outras espécies da fauna marinha. Um dos pontos turísticos do balneário são as ruínas do antigo leprosário, onde se abrigavam aqueles que sofriam de hanseníase (lepra).

 

Balneário do Paulas

Localiza-se atrás do porto, ficando a 1.500 m do Centro Histórico, sendo constituído por quatro praias: do Inglês, da Figueira, do Paulas e do Calixto. Com características semelhantes entre si, as praias do balneário possuem águas rasas, calmas e com grande concentração de peixes e frutos do mar que

constituem a base da alimentação daquela comunidade, além de importante fonte de renda, uma vez que a localidade é em sua maior parte habitada por pescadores.

 

Centro Histórico

Conjunto de casas tombadas pelo IPHAN no centro da cidade, defronte à Baía de Babitonga, algumas das edificações possuem mais de 100 anos.

 

Forte Marechal Luz

Localizado no litoral norte da ilha, o Forte Marechal Luz, fica a 15 km do centro histórico de São Francisco do Sul. A sua fundação ocorreu durante o ano de 1909, sobre as ruínas do antigo forte, visando a fortificação militar daquela região. O acesso é feito por intermédio de uma estrada de terra, que dá

acesso ao Morro João Dias, em cujo topo encontra-se uma bateria de artilharia, composta de 4 canhões, que possibilitavam a defesa da costa em situações perigosas.

 

Igreja Matriz Nossa Senhora da Graça

Em 1699, em função da melhoria financeira resultante da tributação sobre a farinha de mandioca, o peixe, a aguardente e outros produtos, os governantes da então Vila, juntamente com a população, resolveram edificar um nova igreja na localidade. A argamassa utilizada na construção era

composta de cal de concha, areia e óleo de baleia. Originalmente construída em estilo veneziano e com uma só Torre, a Igreja Matriz sofreu diversas modificações que a descaracterizaram. A edificação de uma segunda torre que ocorreu em 1921.

 

Mercado Público Municipal

Esse prédio, começou a ser construído a partir de 1896, sendo inaugurado em 20 de janeiro de 1900. A população era atendida em vários ‘boxes’ (lojinhas) que existiam tanto dentro como fora do prédio (hoje há lojas apenas do lado de dentro da edificação). Em 1928 foi anexada ao prédio a peixaria, que além da

venda da produção pesqueira artesanal, também serve para o escoamento dos produtos agrícolas que diariamente chegavam em canoas vindas do Distrito de Saí.

 

Museu Histórico

Localizado na Rua Coronel Carvalho, no centro histórico da cidade. Trata-se de uma das mais antigas edificações da Ilha de São Francisco. Construído no final do século XVIII, foi utilizado, segundo o costume da época, como Câmara dos Vereadores e Cadeia Pública, servindo de prisão a lideres revolucionários

por ocasião da Guerra do Contestado; era conhecido na época como ‘Palácio da Praia do Mota’. Atualmente, o museu abriga em suas salas e celas, objetos doados pela comunidade francisquense, tais como documentos, plantas (mapas), jornais e utensílios domésticos (caneta de pena, mata borrão, móveis, etc.) comuns no cotidiano dos antepassados dos atuais moradores do município. A história da Ilha é ilustrada através de fotografias inseridas nas paredes das celas. No pátio exterior do prédio encontram-se expostos moinhos de cana e mandioca, bem como uma máquina utilizada na fabricação de telhas e um carro fúnebre do início do século XX. Além disso, o museu possui um porão, onde funcionava uma solitária, que era utilizada na detenção de doentes mentais e criminosos perigosos.

 

Museu Nacional do Mar

Primeiro do gênero no Brasil, foi instalado em setembro de 1991 e inaugurado em dezembro de 1992. Constitui-se em um conjunto de núcleos dedicados a pesquisas de acervos, incrementando, valorizando e divulgando a cultura ligada ao mar. O local abrigava anteriormente o conjunto de depósitos

e escritórios da antiga Empresa de Navegação Hoepke, construídos no início do século passado. Suas dimensões – cerca de 10.000 metros quadrados – o tornaram um lugar apropriado para sediar o museu. No acervo do museu consta a embarcação a remo PARATI I, doada por seu proprietário, o navegador Amyr Klink, que a utilizou na sua histórica travessia do Atlântico em 1984.

 

Rua Manoel Lourenço de Andrade, s/n – Centro Histórico

São Francisco do Sul – SC – CEP 89.240-000 Telefone +55 (47) 3444-1868 / 3444-2612

 

Porto

A economia de São Francisco do Sul depende, em grande parte, do porto localizado em seu território, que é considerado um dos mais importantes do Brasil. O porto de São Francisco do Sul pertence ao Governo do Estado de Santa Catarina, que tem concessão para explorá-lo até o ano de 2011. É o

quinto maior do país em movimentação de contêineres, respondendo por cerca de metade da movimentação portuária do Estado. Situado na Baía da Babitonga, o porto possui um canal de acesso com 11m de profundidade e 4m de atracação.

 

Sambaquis

Consistem em elevações arqueológicas, antigas residências dos indígenas que viveram em suas imediações em várias épocas. Nessas elevações de conchas, com uma altura média de 5 a 8m, são encontrados instrumentos de pedras lascadas e polidas, ossos, esqueletos humanos e restos de

fogueiras. Diversos sambaquis são encontrados no litoral francisquense, principalmente nas localidades de Enseada, Praia Grande, Linguado e Ribeira, na Vila da Glória, e no Distrito do Saí.

 

Vila da Glória

Localidade onde vivem predominantemente pescadores, com acesso por lancha ou ferry-boat a partir de São Francisco do Sul. Rica em Mata Atlântica e cascatas, apresenta uma vista panorâmica de São Francisco do Sul.

A Lenda da Carroça sem Cavalo

Nas noites de inverno, quando o frio nevoeiro que vinha do mar descia sobre a cidade, as pessoas que moravam em uma certa rua de São Francisco, eram acordadas nas altas horas da madrugada, com o barulho de uma inconveniente carroça.

Essa carroça se locomovia de forma tão lenta, que os moradores, já irritados, levantavam-se de suas camas para verificar o que estava acontecendo.

Quando abriam as janelas de suas casas para espiar quem era o responsável por tamanho incômodo, tinham um tremendo susto. A carroça não tinha cavalo!

Dentro da carroça, panelas velhas, baldes amassados, chaleiras e bules, alguns pendurados no lado de fora da carroça, eram os responsáveis pelo tremendo barulho.

As pessoas escondiam-se em suas casas, assombradas com tamanha manifestação do outro mundo, esperando que a carroça e o barulho desaparecesse lá longe.

 

A Lenda da Escrava Maria

Nos anos em que a escravidão era a responsável pela movimentação da economia francisquense, uma escrava chamada Maria, sem entender a razão pela qual foi tirada de sua gente, e trazida a um mundo estranho onde era espancada no pelourinho, o ódio crescia em seu coração.

Maria teve um filho com um escravo da mesma fazenda, mas não queria que seu pobre filhinho tivesse o mesmo destino que ela. Ela estava decidida a fugir. Um dia, antes do sol nascer, Maria juntou as poucas coisas que tinha naquela fazenda infeliz, e com seu filho nos braços, partiu rumo a liberdade. Mas seu senhor não estava disposto a deixa-la ir em paz.

Maria estava desesperada. Para onde fugir? Avistou, ao longe, o Morro da Cruz, e partiu em sua direção. Ao pé da montanha, Maria decidiu que não daria chance ao senhor da fazenda de faze-la sofrer outra vez ou seu filho. Subiu a montanha, e lá de cima viu toda a Ilha. Uma bela visão. Abraçou seu filho com força, olhou uma vez mais ao seu redor e atirou-se no espaço vazio. Durante alguns segundos, parece que a paz reinou em sua vida, mas isso terminou no momento em que seu corpo tocou as pedras. O sofrimento acabara.

O Criador, com pena da pobre escrava, transformou-a numa linda orquídea, que floresce todas as manhãs, quando um lindo beija-flor de asas douradas, seu filho, vem beijá-la com carinho.

 

A Lenda da Ilha da Canção

Há muitos anos atrás, viviam dois irmãos muito unidos, que pescavam e trabalhavam na lavoura juntos. Um desses irmãos estava noivo e prestes a casar. Em uma ilha, que hoje é chamada Ilha da Canção, resolveram os dois irmãos iniciar uma nova lavoura de feijão. E obtiveram grande êxito, levando-os a dobrar a área de plantio. Numa de sua inspeções pela lavoura, encontraram uma parte destruída. Sem entender o que havia ocorrido, os dois irmãos replantaram a área e voltaram no dia seguinte. A plantação havia sido destruída novamente. Decididos a descobrir quem estava atrapalhando seu trabalho, replantaram o feijão e, escondidos, ficaram de tocaia.

A noite, uma grande lua iluminou toda a baía. O silêncio era total. De repente, ouviu-se um forte barulho vindo do mar, as águas tornaram-se revoltas. Os irmãos estavam tremendo de medo, quando viram sair do meio das águas duas enormes serpentes, que rastejaram em direção a plantação, destruindo tudo no seu caminho. Quando a luz da lua cheia bateu sobre as serpentes, uma transformação ocorreu. As serpentes foram transformadas em duas belas moças, que assustadas ao perceber a presença dos irmãos, tentaram fugir em direção ao mar. Uma delas fugiu, mas a outra foi presa por um dos jovens, que ao tocar a moça, ouviu essas palavras: “Você quebrou meu feitiço e agora me pertence!”. O rapaz ficou apavorado, pois estava de casamento marcado. Mas a moça encantou o rapaz, que voltou ao continente, desfez seu noivado, e voltou para os braços de sua misteriosa amada, com quem deu inicio a uma família cujos descendentes foram muito influentes na sociedade francisquense.

 

A Lenda da Ilha Redonda

Em São Francisco do Sul há uma ilha, chamada pelos pescadores de Ilha Redonda devido ao seu formato. Conta-se que era muito piscosa, atraindo pescadores de vários locais.

Entretanto, poucos tinham a coragem de permanecer na ilha à noite, pois dominados pelo medo e o mistério que rondava a ilha ao anoitecer, lançavam suas embarcações ao mar e fugiam apavorados.

Os que lá permaneciam, contavam que em noites de lua cheia, exatamente a meia-noite, quando o silêncio era quase fantasmagórico, ouvia-se a distância um solitário lenhador a abater árvores com seu machado. Meia hora depois, o “Lenhador”, como passou a ser conhecido, recolhia seu machado e o silêncio tomava conta da Ilha Redonda novamente.

No dia seguinte, pela fúria com que o “Lenhador” havia trabalhado na noite anterior, todos esparavam encontrar uma grande área desmatada, mas espantavam-se, pois não havia sequer uma árvore lançada ao solo por toda a ilha.

Muitos, que não acreditavam nas histórias contadas por aqueles que ouviram o furor do machado do “Lenhador”, iam passar uma noite na ilha e voltavam contando que realmente, em noites de lua cheia, ouvia-se nitidamente o som do machado afiado contra as árvores.

 

A Lenda da Roseira

Em uma fazenda, na Ilha de São Francisco do Sul, havia uma menina muito simpática e inocente, que morava com seus tios, pois ainda jovem, seus pais haviam falecido. Eles a tratavam mal, pois a consideravam um empecilho.

No caminho que levava até a fazenda havia uma roseira, que teimosamente engatava no vestido da menina, rasgando um pedaço, toda vez que ela se dirigia para a escola ou retornava para sua casa.

Como aquela situação continuava a persistir, a menina, já aborreda, resolveu queixar-se aos seus tios. Estes não deram muita importância ao fato, e mandaram-na passar longe da roseira e assim evitar o problema.

Assim a menina fez no dia seguinte. Quando estava passando a uma certa distância da roseira, qual a surpresa da menina, quando um galho atravessou seu caminho e rasgou novamente um pedaço de seu vestido. Assustada, a menina voltou apressada para a fazenda chorando, e contou o sucedido aos seus tios, que prometeram resolver o caso no dia seguinte. No outro dia, foram até o local em que se encontrava a roseira, e com um machado, cortaram a planta até a raiz.

Embaixo da raiz, encontraram surpresos, um grande recipiente repleto de moedas de ouro. Com as moedas, tornaram-se grandes proprietários de terras na região, mas enviaram a menina embora sem nenhuma das moedas encontradas graças a ela.

 

São Francisco do Sul: Ilha de sonhos e tradições

Autor: Allysson Sergio Vieira

 

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